Rafinha Bastos: 24 horas na pele de um morador de rua e ficou totalmente invisível Você chega a tropeçar com eles, a dar trombadas e até mesmo resmungar. São os moradores de rua. Em alguns casos a sanidade deixou de fazer morada na consciência. Álcool, drogas, humilhações, entre outros aspectos negativos formam esta espécie humana que vive a parte da realdiade. O Governo Federal diz que mais de 30% passaram para a classe média. Se uma das Leis da Física que diz: dois corpos não ocupam o mesmo lugar está correta, então 30% desceram para o baixo da pirâmide social.
Este cenário, por demais explorado pela mídia, ganhou inovação na terça-feira, no programa "A Liga", exibido pela Band, por volta das 21 horas. Quando vi as chamadas com o Rafinha Bastos na função de "jornalista" imaginei que seria um programa de humou. Olha o que dá não ler direito o jronal no domingo. O engano foi ótimo. A pauta e a edição do programa me fez refletir a escolha pelo jornalismo como profissão. E olha que nesta semana fiquei tentado a ir cursar bioquímica pela banalização de algumas situações coloca a classe de comunicadores.
A receita de viver na pele situações de profissões, como citei acima, está batida. Ou melhor, estava. A reinvenção da "A Liga", deu sensibilidade ao tema moradores de rua. Por 24 horas, o ator/repórter ficou invisível perante a sociedade. Ninguém o via, ouvia ou falava com ele. Apesar de Rafinha ter mais de 1,90m. A solidariedade veio de quem realmente vive a situação não só 24 horas e sim 365 dias do ano. Ganhou da classe que pesquisava cobertor, conselhor e o almoço só aconteceu por intermédio de um ex-morador de rua. Ele fez questão de saciar a fome do "andarilho fake", pois envolveu-se com drogas, perdeu emprego, família e viveu por um tempo na realidade das ruas paulistanas.
Outros personagens interagiram com as cenas do Rafinha. Uma repórter acompanhou a história da família formada por pai, mãe e dois filhos pequenos. Ela na verdade teve 12 filhos. Quatro morreram e seis foram tiradas pelo Conselho Tutelar. Residem no banco Itaú da avenida Paulista durante a noite. De dia, vagam pelas ruas em busca da dignidade e da comida. Com as moedas que conquistam conseguem almoçar no Bom Prato. Ela engana a fome das crianças dando o peito que não tem mais leite. Eles choram, os pais choram e a repórter segura a emoção para não chorar também.
Os outros dois personagens, um travesti e um guardador de carro, moram na rua, porém não dispensam a vaidade. Tomam banho em uma torneira no cemitério com direito a tirar a barba e fazer maquiagem. A comida é preparada com todo esmero e o repórter aproveitou para provar o cardápio que tinha frango e arroz. Choveu na hora do preparo mas a criatividade do morador de rua, aliada a necessidade de sobreviver, em minutos uma tenda de plástico foi armada e o jantar salvo.
No Rio de Janeiro a repórter passou o dia com crianças moradoras de rua. Cheiram cola, tinner, furtam, brigam, mas tem compaixão. "Eles querem atenção", disse a interlocutora que escapou de um assalto, pelo carinho que dispensou as histórias destes futuros adultos que carregam histórias de gente grande.
A combinação de histórias, personagens e cenários rendeu um programa rico, sem ser piegas e tão pouco demagogo. Governos não foram criticados, pois o enfoque foi a situação de brasileiros que vagam por aí. Eles vêem cansados com o peso da cruz. Vem de porta em porta, vem de rua. Oh Deus da Minha Alma sem culpa nenhuma. (Inclusão de um ponto de cântico Umbandista que fala da humildade e redenção de Oxalá = Jesus Cristo).
Rafinha, que até foi lembrado por um morador de rua como Jesus Cristo, devida a caracterização de peruca e barba, mesmo com dinheiro não pôde tomar café em uma padaria. Foi servido na rua. Ganhou pão duro e água. Encerrou o programa em prantos rememorando que os pais nunca o deixaram sem cama, sem comida. "Eu tive"!!!
Por hora, ctrl, alt, del, ponto e realidade nua e crua

4 comentários:
Cara, deve ter sido bem bacana, mas deve ter algo errado nessa história... o Rafinha Bastos é do CQC, não do "A Liga", só se este for o nome de algum quadro novo do programa CQC.
Bom você ter voltado a postar no blog...
Grande abraço!
Gustavo eu também achei que não era o Rafinha Bastos pelo conteúdo da pauta. Porém, ele é um dos integrantes da equipe que a cada semana abordará temas do cotidiano e polêmicos.
Abraços
Depois que comentei aqui é que vi que é ele mesmo! O cara começa como um zé ninguém e já estrela um programa sozinho... é o poder da TV na vida do cidadão. Opa, esse slogan dá nome de programa, hein? rsrs.
Abraço
Oi Édi :)
Gostei muito do seu blog e vou sempre estar por aqui para acompanhar suas postagens.
Convido você para dar uma passadinha no meu blog. Embora seja assuntos totalmente diferente, temos algo em comum: somos jundiaienses. Desenvolvo um trabalho diferenciado. Passa por lá :)
http://mudadeideias.blogspot.com/
Abraços
Evelyn
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