domingo, 25 de abril de 2010

Nostalgia

Domingo é um dos poucos dias em que posso dedicar a mim, mas não foi a realidade de hoje... O dia começou com nostalgia necessária: rasgar o passado. Entenda-se: documentos antigos, escritos que hoje não servem como literatura e muitas recordações que não são de bom tom guardar. Sim, fiz a limpa de documentos e revisitei o Édi do passado. Reli as broncas do chefe de reportagem Luiz Alberto Lessi e o assédio moral do até hoje editor chefe do JC, Alcir de Oliveira.

Nos anos 90 trabalhar em redação não tinha concorrência externa. Quem se formava em jornalismo queria ir embora. Hoje o mercado de Jundiaí tornou-se competitivo. Naquela época, os "donos" de redação deitavam e rolavam em mandos e desmandos. Hoje dou risada, mas na época eu ficava "fulo" da vida.

Broncas do Lessi, sem problemas. Professor de formação trata a gente como aluno até hoje. Cobrava e incentivava a estudar. Eu que demorei para assimilar isso. Agora, as do Alcir... Um capítulo a parte e até cômico. Em um dos assédios que guardei tem até uma carta endereçada ao departamento de pessoal do JC assinada em comum acordo com o Anselmo Brombal. No texto, alertavam a empresa que eu havia assinado matérias no suplemento Domingo Especial, coordenado por Zara Campos, e com esta ação estava exercendo ilegalmente a função de jornalista.

O cômico disto é que o próprio Brombal também não era jornalista, nem por tempo de trabalho, como é o MTB do Alcir... Tive um acesso de riso depois de muito espirro. Eita renite danada... Também quem manda mexer no passado... Decidi guardar, pois estas coisas podem render um bom livro no futuro.

Por hora, ctrl, alt, del e atchin

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